Como a falta de dinheiro pode ser tua amiga?

Hoje quero contar-te uma história inspiradora sobre o dinheiro e o seu papel nas nossas vidas.

Quando comecei no caminho de ser terapeuta dei por mim numa montanha russa emocional. Precisava de saber mais para desbloquear, mas ao mesmo tempo já tinha deixado de ter salário enquanto enfermeira, a incerteza era o pão nosso de cada dia. Numa terra pequena como Monção, as decisões de coragem (e profunda necessidade da alma) estavam sempre profundamente conectadas ao medo de não ter clientes suficientes para pagar as minhas despesas. Estava a viver sozinha, pagava aluguer de casa e despesas de água, luz, gás, alimentação, pagava aluguer de espaço para as minhas terapias e nessa altura fazia grandes malabarismos para continuar a expandir-me e ao mesmo tempo garantir a segurança da minha vida terrena. Sim, tinha decidido que ser independente era o mais importante de tudo. E a minha mãe tinha-me dito: “- Paguei-te a licenciatura, agora se queres andar a brincar às bruxas, desenrasca-te”.* 

Queria manter a segurança mas sentia um medo… No profundo da minha alma sabia que ou arriscava ou facilmente poderia deixar morrer tudo aquilo que eu tinha iniciado, a minha aventura como terapeuta. Ou avanças ou morres lentamente, porque o sonho morre se não avanças. Não podemos deixar morrer o nosso sonho! É nossa responsabilidade cuidá-lo como o nosso maior tesouro.

Estamos a falar do ano 2014, onde tudo começou seriamente no meu negócio. Estava eu inscrita num curso de desenvolvimento pessoal e tinha acabado de fazer a mestria no Curso de Arolo, um grande investimento para a minha bolsa de poupanças, quando me surgiu a oportunidade de fazer um programa de análise cabalística, algo que eu sempre tinha querido fazer e sentia a forte vibração no meu coração que dizia “Andreia, tens de fazer isto! É por aqui o caminho!” E eu resistente, pensava, mas como vou ser capaz de fazer face a todas estas despesas com um trabalho tão incerto como o meu? Na altura já só trabalhava para pagar despesas. Era terapeuta de Reiki e Arolo numa vila nortenha, como se costuma dizer, no fim de mundo! Perdoem-me as Rainhas de Monção (eheh), sabem que amei cada momento nesta bela vila de tão boa energia! E confesso, esse era o meu pensamento nesse momento: “Como seria possível?” Parecia impossível…

Rejeitei logo a ideia, até que Deus colocou à minha frente a evidência que tinha de pelo menos dar-me um momento a pensar seriamente na situação. Escrevi o meu desejo na Árvore dos Desejos e nessa noite quase não dormi. Mente inquieta, emoções em ebulição. A mistura do medo e do pânico, com a excitação de que havia uma pequena esperança que seria possível.

Pedi a Deus: orienta-me por favor, dá-me ideias. Como posso eu conseguir esse dinheiro? Como posso servir mais a humanidade e assim receber mais? Esta é uma grande pergunta que ainda hoje me faço hoje em dia; se queremos mais abundância, temos de estar dispostas a dar mais, a servir mais. 

A ideia, inspiração divina que veio naquele momento foi: “Podes começar a fazer workshops sobre gestão emocional em Vigo.” Fiquei em pânico, eu? Em Vigo? Mas nem sei falar espanhol em condições! O divino é muito claro nas suas mensagens, é pegar ou largar. A Vida é nossa. Nós é que decidimos que escolhas fazemos. Aí está o tão espiritualmente aclamado livre arbítrio. Fiquei entre a espada e a parede. A tremer de medo. Seria eu capaz? E se não desse certo? 

 

Nessa noite tomei a decisão, eu ia comprometer-me completamente e ia fazer com que desse certo! Agradeci a orientação divina e no dia seguinte estava a fazer as chamadas necessárias para colocar em movimento a ideia de avançar com os workshops em Vigo. Assim comecei a dar os meus primeiros workshops! Consegues imaginar. É incrível e aí aprendi uma grande lição: a falta de dinheiro é nossa amiga, coloca-nos em movimento. Obriga-nos a avançar. 

Nesse primeiro workshop consegui exatamente o dinheiro necessário para a primeira mensalidade, mais um extra para gasóleo e alimentação. O milagre aconteceu! Mas eu precisei fazer o milagre acontecer. Eu precisei dar o passo, comprometer-me.

E a verdade é que a partir daí tudo na minha vida profissional são histórias felizes. Se quero receber mais, tenho de dar mais. Tenho de evoluir, dar um salto na consciência. Se quero ter sucesso no meu negócio tenho de garantir que não existe nada a bloquear-me. Se quero que invistam no meu produto, tenho também de investir noutros produtos, tenho de aprender mais, crescer, arriscar, vencer! Como podemos ser terapeutas, coaches, empresárias de sucesso se nós próprias nos sentimos bloqueadas?

Por tanto necessitar desta medicina, de um sistema de desbloqueio eficaz e integral, criei o Programa Desbloqueia a Tua Abundância – 12 semanas intensivas para te ensinar a identificar e a resolver todos os bloqueios na tua vida. É uma medicina que continuo a usar comigo na expansão do meu negócio, da minha Voz no mundo. 

Arrisca e serás recompensada. Retrai e nada acontecerá. 

Compromete-te verdadeiramente, com toda a tua alma e os milagres vão acontecer!

Quantas vezes chegaste a um momento de encruzilhada na tua vida? Aquele momento em que toda a existência está a puxar para a frente e ao mesmo tempo, os medos antigos e a pele antiga continua a puxar para trás? O que vais decidir?

A falta de dinheiro é uma boa amiga que te ajuda a evoluir.

Atravessa. Vai em frente. Tem esse momento de profunda conexão a ti própria. Decide e agenda a tua sessão connosco. Este é o momento. 

Faz Magia! Tu consegues.

Abraço imenso,

Andreia

* [- Mãe querida, sei que agora não és da mesma opinião, mas tive de ser eu a provar-te isso, grata, muito grata por não me facilitares a vida, isso fez-me crescer e transformar-me em quem sou hoje! Tudo é perfeito!!! Gratidão imensa 💝]

18 comentários em “Como a falta de dinheiro pode ser tua amiga?”

  1. Andreia, não querendo ser “desmancha prazeres”, já assisti a algumas situações de pessoas que arriscaram correr atrás dos sonhos e deram-se muito mal… Ao ponto de perderem tudo e agora só trabalharem para pagar dívidas… É assustador!!! Como lidamos com estes exemplos!! Principalmente quando se tem filhos, ou seja, temos pessoas que dependem de nós!!! Obrigada.

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  2. Adorei ler o que escreveu, lutou e conseguiu.
    Grande Mulher!
    Adorava ser metade do que você é.
    Faça me feliz, uma Mulher com garra, determinada, e principalmente muito grata se me ajudar

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    • Dorei ler que escreveste és grande mulher lutaste conseguiste ter tua abundância gostava ter tua sorte já teve mais tudo e bom temos ter quem nós rodeia nós ajude estou aprender com você ver consigo chegar lá obrigada amiga Andreia.,

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  3. De facto a minha força e grande, ja estive em alguns trabalhos e agora estou num onde adoro fazer o que faço!! Mas …
    Grata pela partilha da sua história.

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  4. A sua história contagia-me ,as vezes quase me vejo na sua pele vontade de estar por um minuto perto de si , quase que as vezes sinto a sua energia. Obrigada pela grande inspiração e sei que vamos nos encontrar um dia. Beijos Deus continue a te abençoar de modo ajudar mais Reis e rainhas por este mundo fora. ?

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  5. Admiro te pela coragem que tiveste e tens tido. Desejo ter a mesma garra , coragem para dar volta á minha situação actual. Tomar as rédeas da minha vida. Já há alguns anos que me sinto como um pássaro dentro de uma gaiola, parcialmente devido á situação de familiares próximos. Mas estes são também as pessoas que menos me aceitam como eu sou e or isso são a influência mais negativa. Não consigo ser eu, desenvolver lo expandi li. Fome do meu ser, de o ser. Abrir para o mundo, pois sou umser do mundo, estar no meio das pessoas, … Vivo com o coração apertado, sufocado e quero dar a volta. Nas confesso que. Integrada num ambiente familiar que só nos deita abaixo é difícil ev desesperante. Tenho dificuldade em raciocinar, definir para onde ir e recomeçar minha vida. Faltam pessoas com tu pperto de mim

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  6. Olá Andreia! Sempre tive um espírito empreendedor e sempre senti que estamos ‘cá’ para colaboramos e não para sermos ‘escravos’ de outros. Como empreendedora/empresária em nome individual já passei fases menos boa, fases que inclusivamente tive de recuar e trabalhar para outros para pagar algumas contas. Sei bem quando te referes ao ‘pão de cada dia’ e aos medos. Nesses momentos cedi, deixei o ‘eu inferior’ ganhar, mas tudo foi ‘desenhado’ e necessário. No entanto essa solução de recurso não passou disso mesmo, porque não avançava na mesma, não me expandia e sonho cada vez mais longe. Hoje, de volta ao meu caminho continuo na luta e como dizes nos momentos menos bons é que nos definimos. É que arranjamos forças, imaginação, etc para por em prática os nosso planos. Avançamos, expandimos!
    Grande beijinho

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  7. Olá Andreia! Poderia ter uma vida tão tranquila e não tivesse seguido em frente para ajudar um irmão e cunhada… Não me arrependo mas estou com dívidas grandes e não ter como paga las… Tenho muita FÉ mas algumas vezes falta tudo, a força para ir em frente, a fé! Mas não posso desistir…. Bjs

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  8. A minha história vivida durante longos anos e igual ou mais que a sra Fátima Vieira e que visualizei no comentário. Nesta jornada existem sempre pessoas ruins que nos sugam as energias, e quando dermos por ela nem imaginamos que por vezes são familiares muito próximos de nós. Louvar pessoas como a Andreia, ter força e garra. Gratidao

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  9. Quem não arrisca não petisca, diz o velho ditado. O medo e a esperança são os maiores paralisantes que temos na vida, e tudo não passa de tomarmos certas decisões e essa é a dificuldade maior, tomar a decisão de mudar algo, arriscar sem medos. Eu admito que tenho receio de não ter dinheiro para pagar as contas, é algo que me assombrada pois sou sozinha e não tenho a quem pedir se precisar e é algo que evito fazer. Mas sinto que estou numa fase que tenho de mudar e fazer algo diferente, sair fora da caixa da área de conforto.

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