As 4 Fases do Compromisso – Fase 4: Consciência das Tentações

Tentações existem e vão atravessar o teu caminho rumo àquilo que mais desejas.

Por isso, mais importante que evitar as tentações é ter consciência de quando é que elas aparecem e como decidimos lidar com elas.

É natural desviares-te um pouco. O importante é voltares ao caminho escolhido!

Nos blogs anteriores, falei-te das primeiras 3 fases do compromisso:

Fase 1- Paixão

Fase 2- Relacionamento Sólido

Fase 3- Compromisso Duradouro

E agora:

Fase 4- Consciência das Tentações

É este o ciclo que precisamos atravessar quando queremos e estamos 100% comprometidas a fazer acontecer o que queremos.

Imagina que o que desejas é manifestar o amor da tua vida:

Na primeira fase, estás com toda a pica, acreditas que é mesmo agora que vai acontecer.

Entretanto, o tempo passa e começam a entrar dúvidas, até que compreendes que precisas mesmo de treinar uma mentalidade de certeza e criar dentro de ti um relacionamento sólido com o teu objetivo (fase 2).

Mais tarde, compreendes que também tu precisas mudar! Que se queres manifestar resultados diferentes, a morte do velho eu tem que acontecer.

Resistes, mas finalmente entregas-te ao processo e rendes-te à vida e ao caminho que ela te mostra, rumo àquilo que desejas (que muitas vezes não é o que queres mas aquilo precisas viver).

Tudo vai fluindo bem, até que escutas a história de uma mulher que escolheu viver sozinha, após um longo período de sofrimento relacional e que se assume como mulher feliz e inteira, sem necessidade de um relacionamento amoroso. Sentes-te inspirada por ela e, durante alguns dias, questionas se afinal o melhor para ti é ou não ter um relacionamento amoroso.

Neste caso, a tentação aparece sob a influência da história de outra mulher que simplifica todo o teu processo de compromisso.

“- E que tal esquecer os tantos desafios para manifestar o amor da minha vida se tão simplesmente posso ser feliz sozinha?”

Esta é a voz da tentação.

E até pode fazer sentido, até pode ser verdade aquilo que a voz diz, a questão para reflexão é:

“- É mesmo isto que eu quero ou estou a deixar-me levar por um caminho mais fácil? Afinal o que quero eu mesmo no meu coração?”

E se for um desejo de alma genuíno, manifestar o companheiro de alma, a voz da alma virá de forma clara:

“- Sinceramente, se tudo fosse possível, o que eu mais desejo no meu coração é mesmo encontrar o amor da minha vida.”

As tentações são normais e é importante normalizar a tendência aos “potenciais desvios”. Quando as ignoramos ou as subestimamos, elas acabam por sabotar o processo.

O mesmo acontece quando desejas criar o teu negócio de alma e vender um programa premium.

Nesta fase 4, é tão fácil deixares-te levar por pensamentos e tentações como:

“- E se eu oferecesse algo mais barato?”

E muitas vezes este é um desvio provocado pelo medo do fracasso. Se formos capazes de nos mantermos firmes nas nossas decisões, atravessamos essa crise e, do outro lado, cada vez mais perto, está o nosso desejo manifestado.

Importante é questionar se:

“- Quero mesmo criar e vender um programa premium onde dou alto valor às pessoas? Ou por medo, decido escolher/contentar-me com algo mais fácil?”

Esta é a questão que nos ajuda a compreender se aquela ideia é fruto da tentação do caminho mais fácil ou se é mesmo o caminho pelo qual a nossa alma nos guia naquele momento.

Muitas de nós adorávamos ter aquilo que queremos sem passar pelo processo. E esquecemo-nos que é o processo que nos transforma e que nos permite chegar onde queremos!

Mais importante do que a chegada é a caminhada, e não há caminho sem metamorfose: ela é a ponte que torna possível a nossa travessia até os novos continentes a serem descobertos dentro de nós.” Kamila Behling

Recordo-me que na semana antes de parir a Ária, comecei a entrar em desespero e todas as tentações apareceram na minha mente.

Eu tinha planeado um parto natural. Alugámos uma casa junto ao mar, perto do Hospital público da Póvoa do Varzim.

Quando estava à procura do local para parir, vi essa casa e foi amor à primeira vista:

“- É ali que quero dar à luz a Ária” – disse eu ao Roberto.

Ele concordou.

Planeámos ir viver para essa casa 3 semanas antes do dia provável do parto. E na semana antes da Ária nascer, comecei a entrar em “paranóia”:

“- Eu estou maluca. Quem se lembra de ter um parto natural quando eu sou tão medrosa com a dor física?”

“- Ai! Eu vou morrer. Porque não decidi antes fazer uma cesariana toda planeada?”

“- Ainda posso escolher. Vou mas é para o hospital e mesmo que não seja cesariana, faço epidural e pronto, nada sinto e não sofro.”

Eu sabia que todos estes pensamentos eram as tentações do caminho mais fácil – na minha cabeça claro, porque é relativo o “caminho mais fácil” – uma cesariana cheia de complicações não é com certeza o caminho mais fácil, mas para a minha mente naquele momento, tudo era mais fácil do que aquela espera cheia de incerteza.

Eu sabia que todos aqueles pensamentos de fuga eram um sinal de que o parto estava perto.

E com isso, o medo atroz.

A minha bisavó materna morreu no parto e, apesar de ter trabalhado essas memórias, nada tinha que me garantisse que isso não iria acontecer comigo.

Num dia desesperante na casa de praia na Póvoa, decidi voltar para a minha casa em Vila Nova de Cerveira e tomar a decisão definitiva de como queria o parto. E quando me questionei:

“- Andreia, se tudo fosse possível, o que gostarias mesmo que acontecesse? Epidural, cesariana ou parto em casa na água?”

A resposta era evidente, eu queria um parto em casa e na água, só que estava borrada de medo! Aterrorizada!

Mantive-me firme e fui buscar algo que eu tinha escrito nos Flashes de Abundância (90 mensagens diárias) para os meus clientes premium.

Representava o dia 80 e dizia assim:

“Compromisso Absoluto

Chegou o momento do compromisso.

O compromisso absoluto, aquele que é necessário para manter-te firme na manifestação do teu desejo de alma.

Deixa-me ser honesta contigo.

É tão fácil desviarmo-nos do caminho que tanto desejamos. É fácil cair em tentação, acabar por escolher o caminho aparentemente menos desafiante, fugir daquilo que realmente queremos.

É preciso uma força de vontade férrea e um compromisso absoluto com aquilo que decidimos antes.

Mantém-te firme, apesar do medo, da dor, do apego… Lembra-te que decidiste o que decidiste antes, por uma razão mesmo importante para ti. Mantém-te fiel a ti, à tua vontade, ao teu desejo.

O segredo é não desistir e não te desviares. Enfrenta a realidade com essa postura de Rainha e Rei que És. Persiste. Lembra-te que só é preciso não desistir e permitir que flua, permitir que a vida te continue a levar. Continua a dar os passos na direção do que mais desejas.

Não é fácil, mas garanto-te que vale a pena. Tu vales a pena, por isso não desistas.

Garanto-te que tu consegues.

Tu consegues.”

Aquelas últimas palavras ficaram a ressoar em mim:

“GARANTO-TE QUE TU CONSEGUES.

TU CONSEGUES.”

Daí comecei a ir buscar outro tipo de raciocínio, inclusive, da minha experiência enquanto enfermeira… E fui buscar pensamentos contrários:

“Se algo de mal acontecer, é mais provável que aconteça no hospital do que em casa. Ainda que na Póvoa sejam impecáveis, é sempre possível ser influenciada para fazer algo que não quero. Prefiro eu decidir, eu controlar e só mesmo em último caso, ir ao hospital.”

E assim coloquei ainda mais firmeza no meu compromisso. No entanto, as tentações não terminaram aí.

No domingo seguinte, saiu-me algo e eu percebi que era o rolhão mucoso, aquilo que protege o útero, e era um pequeno sinal que estaria a entrar em trabalho de parto.

Nem queria acreditar mas fiquei calma.

Fui investigar e ainda poderia demorar semanas a entrar em trabalho de parto ativo por isso, nesse dia, concentrei-me em simplesmente dormir bem de noite e fechar bem as pernas (é de rir, mas acabei por descobrir que eu tinha mais medo de não dormir e entrar em trabalho de parto ativo sem dormir, do que propriamente da dor!)

Acordei bem e avisei a enfermeira, que me ia acompanhar no parto em domicílio, a nossa querida enfermeira Isabel, da antiga Gimnográvida, agora Uterus.

Mais tarde, saiu-me mesmo muito líquido e havia a questão se ainda era rolhão mucoso ou já a ruptura de águas – a enfermeira disse-me que só teríamos a certeza indo ao hospital e fazendo um teste para identificar se era líquido amniótico – se fosse, só tinha cerca de 24h para parir sem a bebé entrar em sofrimento fetal.

Essa foi a última tentação.

Num momento, pensei em ir ao hospital de Viana (eu ainda estava em Cerveira) e ver o que era – afinal isso seria eu a ser responsável e entretanto… eureka!

Podia ser a minha última tentação ou então algo sério.

Voltei-me para dentro e escutei o meu interior:

“- Está tudo bem. Confia.”

Percebi que se fosse ao hospital em trabalho de parto iminente, já não me iam deixar sair de lá ou iriam dizer-me coisas que iriam fazer fraquejar o meu compromisso especial com o parto em casa.

Decidi confiar em mim e no meu corpo.

E fiquei mais uma noite em casa (em Cerveira!) a pedir a Deus para me permitir dormir mais uma noite tranquila.

Cerca das 22h dessa segunda-feira comecei com contrações e só pensei:

“- Nahh ainda vou dormir esta noite! Tenho de dormir bem esta noite!!”

E assim fiz, acordei umas 3 vezes para ir fazer xixi e a sentir as contrações. Ainda não eram as contrações de trabalho de parto, eram espaçadas no tempo e não muito dolorosas.

Acordei de manhã com aquela questão:

“-Quando será mesmo o parto?”

Não tinha cedido a nenhuma tentação e estava agora na reta final da minha gravidez.

Era terça-feira e comecei a sentir que era boa ideia ir para a Póvoa. As contrações foram-se intensificando. Algumas amigas enviaram-me mensagens – incrível como estamos todas interligadas – e ainda falei com algumas pessoas.

Chegámos à Póvoa por volta das 14h e recordo-me que às 16h já não conseguia falar com ninguém.

Já doía bastante, mas nada que eu não tivesse vivido com as dores no passado.

Cerca das 18h, já aconteciam 3 contrações no espaço de 10 minutos, o que era considerado entrar em trabalho de parto ativo.

Avisámos a enfermeira e quando ela chegou cerca das 21h, eu já tinha 5 dedos de dilatação e andava feita doida a ir da cama para o chuveiro e do chuveiro para a cama.

O Roberto já tinha preparado o ambiente, imagens lindas do feminino sagrado em todas as partes e a piscina já estava pronta.

Fui para a água.

Que piscina deliciosa, as contrações pareciam menores e o esforço era menor na água.

Ainda que mais adiante as contrações se tornassem mesmo super intensas, na minha memória, depois de entrar na piscina relaxei profundamente.

O Roberto sustinha-me no intervalo das contrações e eu agarrava as mãos da Enfermeira Isabel no momento das contrações.

Foi o parto mais lindo, mais lindo ainda do que eu imaginei. A Enfermeira Isabel e a Enfermeira Inês davam apoio mas não interferiam em nada, aquelas presenças sábias, silenciosas e, em alguns momentos, até cómicas(!) porque até eu me tornei cómica e me ria dos meus desesperos nas contrações.

Foi o melhor dia da minha vida.

A Ária nasceu às 1h44 da madrugada de quarta-feira, na água, tal como tínhamos sonhado.

Emociono-me de relembrar este momento mágico. E também me dou conta que o maior desafio foi mesmo não ceder às tentações – que foram tantas!

O segredo é manteres-te firme no teu compromisso, no teu desejo e objetivo e ser consciente das tentações sem ceder a elas.

Ou mesmo que cedas, voltar ao caminho original.

No momento em que te escrevo este blog, acabei de sair de 5 dias de cedência a tentações no que se refere à minha vontade de perder peso e comer saudável.

Ceder à tentação pode despertar a culpa e é fundamental perdoarmo-nos e voltar onde nos despistámos.

É sempre momento de recomeçar.

Abraçar as tentações e recuperar o nosso poder sobre elas.

Nesta FASE DA CONSCIÊNCIA DAS TENTAÇÕES, seguem estas 3 sugestões:

1 – Identifica a tentação. Quando a identificas, tu ganhas poder sobre ela e mesmo que caias em tentação, és tu quem está no controlo e podes voltar ao lugar onde cedeste e recomeçar.

2 – Reconecta-te com o teu compromisso inicial. Porque é que decidiste o que desejas? Porque é tão importante para ti? O teu porquê vai dar-te força para continuares.

3 – Perdoa-te e segue em frente, firme no teu objetivo. É natural que existam tentações, até é natural cair em algumas… O que precisas de evitar é entrar na espiral “perdida por cem, perdida por mil” – respira fundo, perdoa, solta, grita, se for preciso, e volta a ti. Volta ao teu compromisso inicial. Tu és capaz, tu consegues!!

E agora é a tua vez!

Adorava que partilhasses o teu processo e saber mais de ti, conta-me:

– Que tentações surgem e como estás a lidar com elas? (Fase 4)

E assim, encerramos as 4 fases do compromisso. Espero que te tenham ajudado a criar mais clareza e mais força para te comprometeres 100% com os teus sonhos – e, para maior garantia que eles aconteçam, nada melhor do que contratar um mentor ou uma mentora para te ajudar no processo.

Força, coragem e fé! Tu consegues!!

Abraço imenso,

Andreia

2 comentários em “As 4 Fases do Compromisso – Fase 4: Consciência das Tentações”

  1. Hum acho que tenho percebido que o meu compromisso neste momento é c o meu descanso e em fazer os modulos dta…
    Mas como ja tinha ideia de um programa fico a pensar se nao estou a adiar isso por medo….e ponho me q tentar avancar com o programa e sinto me avassalda…as meditações da ascenção falam mts vezes do compromisso e do que vais fazer hj e eu tenho interpretado como “o que vou fazer hj relativamente ao meu negocio”…. Começo a aperceber me q o meu compromisso agora (comecei o dta a 1junho) é c o descanso e o dta….e nao com o avancar ja com o meu projecto mas vem o medo de que qnd decida avancar com o projecto seja tarde demais porque nao tenho nada bem definido….
    Estou a sentir me completamente confusa…

    Responder
    • Olá querida Joana ☺️
      Antes de mais, Grata pela tua partilha 🙏🏼
      É bastante normal a tua sensação de dúvida e incerteza. Já todos passámos por isso e mais do que uma vez.
      O importante neste momento é começares a fazer como já começaste: definindo prioridades.
      Se tu não estás bem, o teu projecto vai espelhar isso. Acho sem dúvida que o compromisso prioritário neste momento és tu contigo mesma.🍀
      Descansar, avançar com o programa, desbloquear, desenvolver…
      Há tempo para tudo e nunca é tarde de mais. Quando estiveres completamente alinhada contigo, vais saber que chegou o momento de avançar nesse projecto que vai ser um sucesso 🙏🏼💖

      Continua firme. Não desistas e avança 💖

      Forte abraço,
      Andreia Rodrigues – equipa Andreia Viana

      Responder

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